Estava a chegar o Natal, na cidade mais famosa do mundo devido ao seu espírito Natalício, tudo estava lindo e perfeito. As ruas das cidades estavam vestidas de cores alegres e, todas as noites dançavam ao som das músicas Natalícias.
Na principal rua dessa cidade, estava como sempre exposto o Presépio. Ele tinha uma beleza extraordinária! Apesar da sua grande dimensão, era construído por pequenos bonecos de barro. Nele figuravam imensas coisas: casas, igrejas, castelos, pessoas, animais de toda a variedade, era mesmo uma imensidão de figuras. Mas lá mesmo no
Centro, estava a cabaninha com a Nossa Senhora sempre com um sorriso meigo, e São José com uma vara na mão, o Menino Jesus estava deitado numa manjedoura em palhinhas muito douradas.
No outro lado da rua estava o Pai Natal. Este devia ter exagerado nos doces do ano passado, pois um botão do casaco já não apertava.
Porem ele tinha uma enorme doçura e um sorriso alegre que entregava ás crianças quando lhes oferecia chocolates. É obvio que as crianças preferiam o Pai Natal ignorando tantas vezes a presença do Presépio.
Um dia a vaca, ou melhor a D. Odete estava muito indignada pelo facto de as crianças das crianças preferirem o Pai Natal.
- Francamente, este mundo já não é nada o que era!
- Não sejas má-língua, Odete! Retorquiu o burro.
- É verdade as crianças de hoje já não sabe o verdadeiro motivo do Natal. Além disso os pais delas ainda são piores, pois contam – lhes a historia do Pai Natal ocultando-lhes a verdadeira historia de Natal! - comentava a vaca muito irritada.
- No fundo, eu mesmo até acredito na história do Pai Natal. Ele traz sempre uns chocolatinhos tão apetitosos, que até eu tenho vontade de ser criança, para os poder provar! – Confessou o burro com um grande brilho nos olhos.
-É o que eu digo! Qualquer dia no lugar do presépio constroem algum comércio, ou algo parecido para aumentarem o consumismo em torno do Pai Natal!
E depois nós vamos para o lixo! Relatou a vaca.
- Se não fossemos de barro, talvez tivéssemos direito à reforma ou ao fundo de desemprego, comentou o burro.
A Nossa Senhora que não gostara nada do que estava a ouvir, olhou-os com um olhar reprovador. Estes aperceberam-se do seu sinal e calaram-se.
No dia da véspera do Natal aconteceu algo muito estranho. A manjedoira estava vazia!!!
Em pânico a vaca contestou:
- Eu disse! Um dia não vai haver Presépio! Já começaram por tirar o Menino Jesus!
- Se calhar foi o Pai Natal! Eu sempre disse que não gostava daquele homem.
- Cala-te não digas disparates: ordenou o burro muito chateado.
Com ou sem disparates o que é certo era que o bonequinho Jesus já não estava onde deveria estar.
Decidiram então esperar pela noite para o procurar, pois a essa hora já ninguém reparava nos movimentos dos pequenos bonecos.
Apesar de serem pequeninos depressa percorreram as ruas da cidade, já só faltava um sítio: A casa do Pai Natal.
- Que fazemos? Entramos? Perguntou o burro.
-Não, retorquiu a vaca.
-Podemos sempre bater à porta: pensou S. José.
-Não, retorquiu a vaca já irritada.
Nesse momento a porta da casa abriu-se, lá de dentro saiu um homem muito grande e barrigudo, com as barbas todas brancas e compridas, mas com uma cara muito meiga. Ao seu colo trazia o pequeno Jesus muito sorridente.
- Oh! Meu Deus! Exclamou o burro.
-Jesus estas aqui! Nem sabes a preocupação que nos causaste: confessou Nossa Senhora com o seu sorriso de volta.
A pedido do pequeno bonequinho e do grande homem, entraram todos na casa do Pai Natal. Lá dentro, o pequeno boneco explicou-lhes o verdadeiro motivo de ter saído da cabana. Para Ele o Natal é uma época muito importante, pela magia e pelo amor que anda no ar não devemos deixar que a inveja e o consumismo exagerado tome conta de nós, pois o mais importante desta época é ajudar os que mais precisam e estar em família e amigos, para celebrar o Natal o melhor possível.
Depois desta pequena conversa, decidiram jantar com o Pai Natal. Juntos comeram a tradicional consoada, onde não faltou o fiel amigo bacalhau, com as batatas e as couves.
Nunca tinham tido um Natal assim, para eles foi o melhor de sempre.
Clarisse Pereira Nº5 9º 6
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