O Natal aproximava-se, mas não havia aquele espírito natalício que costumava haver, as ruas cheias de pessoas, ás compras para as prendas de Natal, os pinheiros enfeitados. Mas nesse ano foi tudo diferente.
Tudo começa num senhor, muito rico, que tinha uma loja, lá trabalhava um senhor, que, com um ordenado muito reduzido e fazia horas extraordinárias. O Natal avizinhava-se, e esse senhor que se chamava Nicolau, era rico, arrogante, ganancioso e convencido. Via os senhores pobres nas ruas a pedirem esmola que diziam:
- Uma esmolinha por favor!
Nicolau dizia:
- Não me parece, tens um corpo tão bom, porque não vais trabalhar?
- Porque não consigo meu senhor, estou fraco e sem energia.
- Olha tens bom remédio, se a tua vida é assim tão má, põe um fim a ela.
Era assim que Nicolau tratava os mendigos, até que um dia, na véspera de Natal, estava na sua luxuosa cama, e entre os seus sonhos, apareceram dois espíritos, o do presente e o do passado, eles fizeram-lhe um aviso fê-lo voltar atrás no tempo, retrocedeu uma semana a sua vida, e se ele não se tornasse uma pessoa melhor até ao Natal, os espíritos assombravam a vida do mesmo e asseguraram-lhe, que ele ficaria sem o seu dinheiro todo, e desapareceu, e lá estava ele, uma semana antes. Veio logo um mendigo ter com ele, e pediu-lhe uma esmolinha, hesitou, mas lembrou-se dos espíritos, deu uma esmola bem choruda ao mendigo e voltou à sua loja, estava o escravo (o empregado dele) a trabalhar que nem um coitado, e deu-lhe o mês inteiro de férias, acaba de dar férias ao moço, e aparece o espírito do presente, para o levar para a véspera de Natal conforme o cumprido, ele acorda, e quando sai porta fora, todas as pessoas o veneravam e gostavam dele, antes a população desprezava-o, por ser tão ganancioso, e tão arrogante, e o Natal já parecia outra coisa, as pessoas estavam com espírito natalício, e as ruas estavam cheias, havia luzes por todo o lado, chega a noite natalícia, o Nicolau convidou o seu empregado para jantar com eles, ele não tinha família nem amigos, e toda a vida trabalhou para ele, diz o empregado para o patrão:
- Você está a convidar-me Sr. Nicolau?
- Claro, o Nicolau que tu conhecias meu caro, já passou á história, o Nicolau que está a ver, é um Nicolau completamente novo e reconstituído, sou um senhor nobre e honesto, não me vai fazer insistir pois não Sr. Garcia? Deixe-se de argumentos e venha passar este Natal comigo, com a minha mulher e filhos!
- Está bem Sr.….
- Mais uma coisa, por favor, não me trate por senhor, faz-me parecer mais velho!
- Está bem Nicolau! E eu aceito o seu convite com todo o prazer!
- O prazer é todo meu Garcia.
E o Natal deles foi longo, jantaram o tradicional bacalhau com batatas, e no fim os miúdos brincavam muito contentes, abriam as prendas, e não havia prendas só para os miúdos, o Sr. Nicolau ofereceu um bom carro descapotável, ao Sr. Garcia, e aumentou o seu salário para o quádruplo, e foi um Natal muito feliz, o Sr. Nicolau passou o resto da vida a ser adorado por todos, e viveu feliz.
Nome: Hugo Fernandes Gonçalves nº10 9º6
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