segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

desaparecimento no natal

Luzes, enfeitos e o presépio começavam a ser um sinal que o Natal chegava uma vez mais a todos os países
Em Veneza numa grande e misteriosa casa que os proprietários tinham morrido lá á dois meses atrás o que ainda hoje não se sabe o que lá se passou, esta casa com cinco quartos, duas salas, duas cozinhas, três casas de banho e um sótão ainda havia uma pequena divisão que ninguém sabia, que se situava no rés-do-chão da casa.
Ana, uma rapariga de cabelos compridos, de olhos castanhos e simpática preparava os doces para mais uma noite de Natal, Helena a sua irmã mais nova com oito anos corria pela casa toda á espera de encontrar algum tesouro ou talvez os corpos dos proprietários. Seus pais Júlio e a Maria um casal simpática, divertido, conselheiro e amigo tinham saído para umas grandes compras de Natal.
Faltava três horas para o Natal o que para Ana é uma eternidade.
Helena que corria por toda a casa chegou ao sótão e admirou-se com todas as coisas que iluminavam aquela escuridão, mas ao ver um grande quadro branco com uma mancha azul mais pura do que o céu que estava no chão, resolveu tirá-lo, por baixo desse quadro havia uma alavanca, ao puxa-la Helena caiu e depressa a porta se fechou. Ana começou a chorar e a chamar mas ninguém a ouvia, esta acendeu uma vela que tinha lá, ao acende-la assustou-se com os com os corpos que provavelmente seriam dos proprietários já comidos pelos bichos, mas ainda havia uma sobrevivente a filha Mary com uns longos cabelos loiros já comidos pelos bichos e também já mostrava sinais de que não lhe restava muito tempo, Helena admirada por esta ainda estar viva perguntou-lhe:
-Como é que ainda estás viva?
-Foi difícil para mim, mas ao virmos parar para aqui os meus pais morreram logo no segundo dia por falta de alimento eu para tentar sobreviver restava-me uma opção. Respondeu Mary
-Que opção? Perguntava Helena
-Foi difícil mas eu vou-te contar. Ao ver que os meus pais estavam mortos resolvi……
-Resolvestes o quê? Perguntava Helena já assustada
-Resolvi……. Eu não consigo dizer é assustador e tu vais ficar assustada e com medo ainda mais. Dizia Mary
-Pode ser assustador pois já se passou dois meses e tu ainda estás viva! Como? Perguntava Helena
-Como eu não tinha outra alternativa resolvi assar os corpos de alguns bichos para comer e é por isso que ainda continuo viva. Dizia Mary já a chorar
-Mas como? Perguntava Helena
-Foi difícil mas era a maneira que eu tinha para sobreviver e tentar sair daqui, mas nunca tive sucesso. Dizia Mary
-Por mais que isto foi nojento para ti tens de te alegrar pois ainda estás viva. Dizia Helena
-Mas resta-me pouco tempo e para além disso tu também estás presa aqui. Dizia Mary.
-Pois agora estamos as duas condenadas para o resto das nossa vidas neste lugar deserto como se passa-se de um cemitério cheios de almas perdidas, mas porquê nós? Interrogava-se Helena
-Helena vou-te pedir uma coisa. Dizia Mary.
-Resta-me pouco tempo já sinto.
-Mas o que é que queres? Perguntava Helena
-Como já tenho pouco tempo queria que tu sobrevivesses com o objectivo de alguém te encontrar por isso quando eu me for quero que tu te alimentes deste banquete que te deixo. Ao dizer estas palavras Mary faleceu.
-Não……....gritou Helena que já chorava de tristeza
Passadas duas horas os pais de Helena e Ana tinham chegado estava tudo pronto, como Ana pensava que depois daquela corria toda Helena estivesse a dormir no seu quarto resolveu ir chama-lha. Ao chegar ao quarto Ana não encontra sinais de Helena nem no quarto nem em outra parte da casa, esta começa a gritar e a chamar por os seus pais estes perguntam-lhe:
-O que se passa Ana? Pergunta o seu pai
-A Helena desapareceu. Dizia Ana já a chorar
-Mas como? Perguntava o seu pai
-Não sei! Ela anda a correr por toda a casa, e depois nunca mais a vi. Dizia Ana
Estes resolveram chamar a polícia para tentarem descobrir o seu paradeiro. Tinha se passado um mês e nada sobre Helena, seus pais já estavam sem esperança.
Depois de dois meses de investigação resolveram procurá-la em sua casa, passaram-se alguns dias e nada ao chegarem ao sótão admiram-se com o mesmo quadro branco com a mancha azul que Helena também se tinha admirado ao retirá-lo do sítio descobrem a alavanca, surpreendidos ao puxa-la um policia cai, já nessa passagem secreta o policia descobre Helena já quase sem vida, este manda os outros chamarem uma ambulância pois tinha encontrado Helena. Seus pais ao ouvirem isto choraram de alegria.
Helena foi levada para o hospital, esta ainda fica três dias em observação. Passados três dias Helena volta para casa e explica tudo o que se passou á dois meses atrás aos seus pais.
Helena também ficou a saber que Mary tinha sido uma feiticeira, e não se tinha alimentado de bichos.
Como terá sobrevivido Helena? Terá ela feito o que Mary lhe disse?

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